pENTECOSTES - A FESTA DAS COLHEITAS
A Festa da Colheita é a festa das
primícias, uma festa que fala da prosperidade, da colheita daquilo que foi
semeado. A palavra em hebraico para esta festa é Shavuot, que significa sete
semanas. Ao final da colheita do cereal, eram feitas entregas das chamadas
primícias ou a entrega dos primeiros frutos (Êxodo 23:16).
A
Festa passou também a ser chamada de Festa de Pentecostes, porque é realizada
50 dias depois da Páscoa. E, foi exatamente depois da Páscoa, quando o Senhor
Jesus morreu e ressuscitou, que Ele ficou com seus discípulos por sete semanas
(Atos 1:3). Jesus ministrou aos seus discípulos e lhes deu a promessa de que
eles não ficariam sozinhos nem órfãos.
Ao
ascender aos Céus, Jesus ordenou que os discípulos ficassem em Jerusalém até
que do alto fossem revestidos de poder. “Mas recebereis a virtude do Espírito
Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém
como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1:8).
Exatamente
na Festa da Colheita, quando os discípulos estavam reunidos no Cenáculo, veio
sobre eles um vento impetuoso e línguas como labaredas de fogo e eles receberam
o Espírito Santo. “E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos
concordemente no mesmo lugar; e de repente veio do céu um som, como de um vento
veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados. E foram
vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre
cada um deles. E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar
noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Atos
2:1-4)
Foi a inauguração do ministério
do Espírito, o qual veio para dar consciência missiológica à Igreja. Naquele
dia, mais de 3.000 pessoas se converteram e levaram o Evangelho para suas
cidades de origem.
Jesus
é o trigo que caiu na terra, morreu e não ficou só, mas gerou uma grande
colheita. “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na
terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12:24).
Naquele dia de Pentecostes, os primeiros frutos do penoso trabalho de Jesus
foram entregues ao Pai.
A
Festa da Colheita, a Festa de Pentecostes é o enchimento do Espírito para
cumprimento de um propósito: converter o pecador aos pés do Senhor Jesus
Cristo. Pentecoste fala de poder, de uma autoridade que não é humana, mas
divina, que reveste o homem com o poder do alto e o leva a gerar uma grande
colheita, apresentando com alegria seus frutos ao Senhor.
Primeiro vamos conhecer, no
Antigo Testamento, um pouco dessa festa que é uma celebração de gratidão ao
Senhor pela colheita dos grãos. Preste bem atenção.
Pentecostes
não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo
Testamento (Êxodo 23:14-17; 34:18-23). Originalmente, essa festa é citada com
vários nomes:
1. Festa da Colheita ou Sega - Por se
tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada;
2. Festa das Semanas - A razão desse nome
está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O início da festa se
dá cinquenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento
acontece com a colheita do trigo (Deuteronômio 16:10; 34:22 / Números 28:26).
3. Dia das Primícias dos Frutos - Este
nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos
primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Números 28:26).
4. Festa de Pentecostes - cujo significado
é cinquenta dias depois (da Páscoa).
A
princípio, essa festa era uma celebração agrícola, originalmente realizada na
roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos
agrícolas, depois é que ela foi levada para os templos. E ela tinha algumas
características interessantes:
1. A Festa das Colheitas era alegre e
solene (Deuteronômio 16:11). A celebração era dedicada exclusivamente ao Senhor
(Deuteronômio 16:10). Não podemos esquecer que as Festas do Senhor celebram as
coisas do Senhor, não de homens, a ação de Deus que cria e sustenta a vida do
mundo criado.
2. Era uma festa de comunhão, aberta para
todos os produtores e seus familiares, os pobres, os levitas e os estrangeiros
(Deuteronômio 16:11). Enfim, todo o povo apresentava-se diante de Deus.
3. Agradecia a Deus pelo dom da terra e
pelos estatutos divinos (Deuteronômio 15:12).
4. Era uma "Santa Convocação".
Ninguém trabalhava (Levítico 23:21).
5. Era celebrado o ciclo da vida,
reconhecendo que a Palavra de Deus estava na origem da vida da semente, da
árvore, do fruto, do alimento, de tudo.
Ao
celebrar a festa, todos aprendiam a ser responsáveis para com a vontade de Deus
e com o próximo - não somente com os irmãos de sangue e fé. Lembravam que
Deus é o Criador e Sustentador das leis que regem o mundo, pois foi Ele quem
criou a terra e manda a chuva para todos, hebreus e gentios, bons e maus,
homens e mulheres, jovens e crianças. Ao agradecer a Deus pelo dom da terra -
para morar, plantar e se alimentar dos frutos produzidos nela - o povo
descobria os mistérios da graça divina. Ser grato pela "terra que mana
leite e mel", pela cevada, trigo e outros grãos que sustentam a vida e
representam uma alegria muito grande.
“E, cumprindo-se o dia de
Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do
céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que
estavam assentados. E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de
fogo, as quais pousaram sobre cada um deles. E todos foram cheios do Espírito
Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes
concedia que falassem.” (Atos 2:1-4)
Nós
já conhecemos a origem da Festa de Pentecostes ou Festa da Colheita. Aprendemos
que é uma festa de gratidão a Deus pela terra e pelo sustento tirado dela, pelo
sol, pela chuva; nela se entregam as primícias, os primeiros grãos colhidos,
uma oferta voluntária ao Senhor; é uma festa de comunhão, de relacionamento,
onde todos juntos celebram diante do Senhor o resultado do trabalho; é uma
festa muito alegre, mas o ensino não é esquecido, pois nesses dias é reforçado
no coração, na mente de todos, adultos e crianças, homens e mulheres, ricos e
pobres, os princípios dados por Deus e a responsabilidade de cada um para
cuidar da terra.
Essa
festa continuou sendo celebrada pelos hebreus, até mesmo depois que Jesus
morreu. E, para nós, ela passou a ter um significado ainda mais especial.
Vamos
ver o que aconteceu de tão extraordinário na festa de Pentecostes, na qual os
discípulos de Jesus estavam reunidos.
Antes,
porém, vamos lembrar uma conversa especial que Ele teve com Seus discípulos,
antes de subir ao céu. Jesus lhes disse que não saíssem de Jerusalém, pois algo
especial aconteceria ali:“...mas vós sereis batizados com o Espírito
Santo, não muito depois destes dias. Mas recebereis a virtude do Espírito
Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém
como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1:5,8)
Depois
que Jesus subiu aos céus, eles voltaram para Jerusalém, e permaneceram juntos.
Até que chegou o tempo da Festa de Pentecostes. Eles, então, resolveram se reunir
para aquela celebração. Mas essa não seria uma festa igual às outras. Enquanto
eles conversavam, e eu imagino que eles deveriam estar comentando sobre tudo o
que havia acontecido naqueles últimos dias, como eles estavam tristes com a
morte de Jesus na Cruz, o espanto quando Ele ressuscitou e Se manifestou a
eles, a alegria que sentiram de reencontrar, as coisas que Ele lhes ensinou, um
barulho estranho começou a se ouvir. Um som estranho, que eles descreveram
depois como o som de um vento impetuoso, que encheu toda a casa onde eles
estavam reunidos, então eles viram línguas de fogo, que estavam sobre a cabeça
de cada um, e, por fim, eles começaram a falar em outras línguas, e todos foram
cheios do Espírito Santo.
A
promessa de Jesus se cumpriu. O Espírito foi derramado sobre eles, dando-lhes
unção, força, poder, coragem, ousadia, para serem testemunhas fiéis do Reino de
Deus, do amor do Pai, em todo lugar onde eles estivessem.
Por
que o Espírito Santo foi derramado sobre os apóstolos exatamente em
Pentecostes, na Festa da Colheita? Creio que Deus associou o derramamento do
Espírito à colheita para compreendermos que o derramamento do Espírito está
diretamente ligado à colheita de almas.
Como
vamos entender isso de uma forma simples? Fácil! O primeiro objetivo de Deus é
salvar você; o segundo, é usar você para salvar outros como você. Usar você
significa manifestar através de você os dons do Seu Espírito para a salvação de
outros. Entendeu?
Vamos
nos lembrar dos discípulos que estavam reunidos naquele dia tão especial. Eles
estavam tristes, abatidos, com medo. E, de repente, eles foram tomados de um
poder sobrenatural. Três verbos descrevem o que aconteceu naquele momento:
ouvir, ver e falar. Eles ouviram um som poderoso, como de um vento impetuoso,
eles viram línguas de fogo e eles falaram em outras línguas. Depois disso, eles
abriram a porta e começam a falar aos quatro cantos da cidade sobre aquilo em
que eles criam, sem medo e sem vergonha. Por causa disso, muitas vidas foram
salvas e transformadas, inclusive a minha e a sua.
Fogo
e vento, vento e fogo. O vento empurra, move, purifica o ar; o fogo aquece,
ilumina, produz luz e calor. O vento e o fogo do Espírito mudaram para sempre a
vida daqueles homens e mulheres. Nunca mais se ouviu falar de algo semelhante.
Mas
a promessa do derramar do Espírito continua sobre nós, e Ele está sempre pronto
a se manifestar na nossa vida. Que tal deixar o vento do Espírito levá-lo,
empurrá-lo para um novo tempo, e o fogo queimar dentro de você, a tal ponto que
você não consiga mais deixar de falar, de pregar, de mostrar às pessoas que
Deus existe e que Ele é tremendamente Poderoso para operar maravilhas?
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